“Calma lá, cabeção!”
Prezados convivas,
Hoje quero falar de uma parte do barbeador que quase sempre fica em segundo plano: a cabeça.
Mais especificamente, sobre sua altura, seu tamanho e o quanto isso interfere na manobrabilidade durante o barbear.
Eu gosto muito do meu Gillette Old Type justamente por isso.
A cabeça é baixa, compacta e, por ser um pente aberto, extremamente eficiente. É uma combinação de geometria simples com uma capacidade de movimentação que considero excelente.
Quando comparo o Old Type com um Mühle R41, por exemplo, a diferença fica bastante evidente. Mesmo sendo dois barbeadores de três peças e bastante eficientes, o Old Type tem uma cabeça consideravelmente menor.
E isso faz diferença.
Principalmente nas áreas em que precisamos de mais precisão, como ao redor do queixo e, evidentemente, debaixo do nariz.
Mas vamos deixar os três peças de lado e falar dos TTO.
Por sua própria construção, um TTO já parte de uma desvantagem nesse aspecto. O mecanismo de abertura das portas ocupa espaço e, consequentemente, temos uma cabeça maior.
Não chega a ser um grande problema, mas a manobrabilidade acaba sendo um pouco sacrificada justamente em alguns dos pontos mais chatos do rosto.
Ao redor do queixo e debaixo do nariz, por exemplo, uma cabeça maior pode exigir um pouco mais de trabalho.
Nada que não possa ser resolvido inclinando o barbeador e fazendo a passagem lateralmente. Depois de algum tempo usando, isso se torna natural.
Eu possuo alguns TTO, como o Rockwell T2, o Monotech e o Wilkinson Classic.
E aqui aparece uma exceção bastante interessante.
Os TTO mais modernos, em sua grande maioria, possuem cabeças robustas, altas e largas.
O Wilkinson Classic segue justamente na contramão.
Ele possui um dos cabos mais compridos que já vi em uma safety razor. E, como tenho mãos grandes, confesso que o tamanho do cabo mesmo assim me incomoda um pouco.
Mas sua cabeça é baixa.
Isso mesmo.
Um TTO de cabeça baixa.
E considero o desenho da cabeça muito interessante, principalmente quando pensamos nos padrões atuais. É uma construção relativamente compacta e que proporciona uma manobrabilidade bastante boa.
Deixo abaixo um link para os confrades analisarem.
http://www.wilkinsonsword.com/products/c...edge-razor
Recentemente adquiri também um Yaqi The Final Cut e ainda não tive oportunidade de testá-lo.
É um duas peças e estou bastante curioso para ver como essa geometria vai se comportar no meu rosto. Principalmente porque, nesse caso, não temos o mecanismo TTO ocupando espaço na cabeça.
E já que estamos falando de TTO, não podemos esquecer de dois clássicos que provavelmente são os mais discutidos quando o assunto é ajustável: Fatboy e Slim Adjustable.
As duas são excelentes máquinas, mas a sensação durante a movimentação é diferente.
A Fatboy tem uma cabeça mais robusta e uma construção mais compacta. A Slim, por outro lado, é mais esguia e transmite uma sensação de maior agilidade.
É justamente por isso que entendo perfeitamente os confrades que preferem a Slim.
Não necessariamente porque ela proporcione um barbear mais rente.
Mas porque sua geometria pode facilitar determinados movimentos, principalmente nas regiões mais apertadas do rosto.
Seguem ótmos links com alguns comparativos lado a lado-
http://www.badgerandblade.com/forum/thre...st.525386/
http://www.badgerandblade.com/forum/medi...aro.17488/
E aqui está o ponto que considero mais interessante:
Altura e tamanho da cabeça não determinam sozinhos se um barbeador é agressivo, suave, eficiente ou ineficiente.
Eles interferem principalmente na maneira como conseguimos posicionar e movimentar a lâmina.
É uma característica que muitas vezes passa despercebida quando olhamos apenas para especificações, mas que aparece imediatamente quando colocamos o barbeador no rosto.
Outro dia estava lendo sobre barbeadores ajustáveis e comecei a reparar na quantidade de verdadeiros "monstros" que já foram fabricados e, naturalmente, descontinuados.
O Merkur Vision é um bom exemplo.
Cabeça grande, corpo pesado e um mecanismo de ajuste bastante complexo, além de uma reputação que divide opiniões até hoje.
http://www.badgerandblade.com/forum/wiki/Merkur_Vision
isso é o que torna os barbeadores antigos tão interessantes.
Existem várias maneiras de resolver o mesmo problema.
Alguns fabricantes preferiram cabeças maiores e mecanismos mais complexos. Outros conseguiram fazer muito com uma geometria extremamente simples.
Se hoje eu tivesse a oportunidade de desenvolver alguns modelos de safety razor, certamente buscaria inspiração em alguns clássicos da Gillette.
Primeiro, o Old Type, obviamente.
Segundo, o Gillette Tech inglês.
E terceiro, o Gillette Sheraton.
Observação importante:
Provavelmente já falei umas cinco vezes nas últimas 24 horas sobre o quanto gosto dos Old Type e dos Sheraton.
Mas prometo que este é o último post sobre o assunto.
Pelo menos até eu usar o Old Type novamente!
Mas e os confrades?
Para vocês, quanto a altura e o tamanho da cabeça interferem na manobrabilidade?
Preferem cabeças compactas e baixas ou não dão tanta importância a essa característica?
Quero saber a experiência de vocês.
Abs,
Igor.
Prezados convivas,
Hoje quero falar de uma parte do barbeador que quase sempre fica em segundo plano: a cabeça.
Mais especificamente, sobre sua altura, seu tamanho e o quanto isso interfere na manobrabilidade durante o barbear.
Eu gosto muito do meu Gillette Old Type justamente por isso.
A cabeça é baixa, compacta e, por ser um pente aberto, extremamente eficiente. É uma combinação de geometria simples com uma capacidade de movimentação que considero excelente.
Quando comparo o Old Type com um Mühle R41, por exemplo, a diferença fica bastante evidente. Mesmo sendo dois barbeadores de três peças e bastante eficientes, o Old Type tem uma cabeça consideravelmente menor.
E isso faz diferença.
Principalmente nas áreas em que precisamos de mais precisão, como ao redor do queixo e, evidentemente, debaixo do nariz.
Mas vamos deixar os três peças de lado e falar dos TTO.
Por sua própria construção, um TTO já parte de uma desvantagem nesse aspecto. O mecanismo de abertura das portas ocupa espaço e, consequentemente, temos uma cabeça maior.
Não chega a ser um grande problema, mas a manobrabilidade acaba sendo um pouco sacrificada justamente em alguns dos pontos mais chatos do rosto.
Ao redor do queixo e debaixo do nariz, por exemplo, uma cabeça maior pode exigir um pouco mais de trabalho.
Nada que não possa ser resolvido inclinando o barbeador e fazendo a passagem lateralmente. Depois de algum tempo usando, isso se torna natural.
Eu possuo alguns TTO, como o Rockwell T2, o Monotech e o Wilkinson Classic.
E aqui aparece uma exceção bastante interessante.
Os TTO mais modernos, em sua grande maioria, possuem cabeças robustas, altas e largas.
O Wilkinson Classic segue justamente na contramão.
Ele possui um dos cabos mais compridos que já vi em uma safety razor. E, como tenho mãos grandes, confesso que o tamanho do cabo mesmo assim me incomoda um pouco.
Mas sua cabeça é baixa.
Isso mesmo.
Um TTO de cabeça baixa.
E considero o desenho da cabeça muito interessante, principalmente quando pensamos nos padrões atuais. É uma construção relativamente compacta e que proporciona uma manobrabilidade bastante boa.
Deixo abaixo um link para os confrades analisarem.
http://www.wilkinsonsword.com/products/c...edge-razor
Recentemente adquiri também um Yaqi The Final Cut e ainda não tive oportunidade de testá-lo.
É um duas peças e estou bastante curioso para ver como essa geometria vai se comportar no meu rosto. Principalmente porque, nesse caso, não temos o mecanismo TTO ocupando espaço na cabeça.
E já que estamos falando de TTO, não podemos esquecer de dois clássicos que provavelmente são os mais discutidos quando o assunto é ajustável: Fatboy e Slim Adjustable.
As duas são excelentes máquinas, mas a sensação durante a movimentação é diferente.
A Fatboy tem uma cabeça mais robusta e uma construção mais compacta. A Slim, por outro lado, é mais esguia e transmite uma sensação de maior agilidade.
É justamente por isso que entendo perfeitamente os confrades que preferem a Slim.
Não necessariamente porque ela proporcione um barbear mais rente.
Mas porque sua geometria pode facilitar determinados movimentos, principalmente nas regiões mais apertadas do rosto.
Seguem ótmos links com alguns comparativos lado a lado-
http://www.badgerandblade.com/forum/thre...st.525386/
http://www.badgerandblade.com/forum/medi...aro.17488/
E aqui está o ponto que considero mais interessante:
Altura e tamanho da cabeça não determinam sozinhos se um barbeador é agressivo, suave, eficiente ou ineficiente.
Eles interferem principalmente na maneira como conseguimos posicionar e movimentar a lâmina.
É uma característica que muitas vezes passa despercebida quando olhamos apenas para especificações, mas que aparece imediatamente quando colocamos o barbeador no rosto.
Outro dia estava lendo sobre barbeadores ajustáveis e comecei a reparar na quantidade de verdadeiros "monstros" que já foram fabricados e, naturalmente, descontinuados.
O Merkur Vision é um bom exemplo.
Cabeça grande, corpo pesado e um mecanismo de ajuste bastante complexo, além de uma reputação que divide opiniões até hoje.
http://www.badgerandblade.com/forum/wiki/Merkur_Vision
isso é o que torna os barbeadores antigos tão interessantes.
Existem várias maneiras de resolver o mesmo problema.
Alguns fabricantes preferiram cabeças maiores e mecanismos mais complexos. Outros conseguiram fazer muito com uma geometria extremamente simples.
Se hoje eu tivesse a oportunidade de desenvolver alguns modelos de safety razor, certamente buscaria inspiração em alguns clássicos da Gillette.
Primeiro, o Old Type, obviamente.
Segundo, o Gillette Tech inglês.
E terceiro, o Gillette Sheraton.
Observação importante:
Provavelmente já falei umas cinco vezes nas últimas 24 horas sobre o quanto gosto dos Old Type e dos Sheraton.
Mas prometo que este é o último post sobre o assunto.
Pelo menos até eu usar o Old Type novamente!
Mas e os confrades?
Para vocês, quanto a altura e o tamanho da cabeça interferem na manobrabilidade?
Preferem cabeças compactas e baixas ou não dão tanta importância a essa característica?
Quero saber a experiência de vocês.
Abs,
Igor.
